Pode-se dizer que se inicia neste fim-de-semana uma nova era no Tour de França. Depois de sete anos consecutivos com Lance Armstrong a vencer a maior prova de ciclismo mundial, a questão que se coloca agora é quem se apresenta como candidato à vitória final. Se é verdade que a edição deste ano pode ganhar em emoção às anteriores, também não se sabe até que ponto haverá grandes ciclistas prontos a discutir a vitória e proporcionar espectáculo. Na véspera do início do Tour, as dúvidas sobre a qualidade da corrida deste ano aumentaram mais ainda com os últimos desenvolvimentos da grande investigação sobre o doping no ciclismo que está a ser levada a cabo em Espanha.
O ciclismo teve hoje, certamente, um dos piores dias da sua história, com a chamada operação "Puerto", que já levou à "extinção" da equipa Liberty Seguros, a divulgar uma lista de ciclistas citados no processo. Nos últimos dias, a direcção da Volta a França tinha tentado impedir, sem sucesso, a participação da equipa Astana-Wurth, que nasceu sobre o que resta da estrutura base da Liberty. Contudo, só hoje, depois da lista divulgada pelos media espanhóis, a Astana-Wurth foi afastada da 93ª edição do Tour, sendo que também Jan Ullrich, Oscar Sevilla (estes dois suspensos pela própria equipa, a T-Mobile), Ivan Basso, Mancebo e Beloki foram excluídos da prova. Se a corrida deste ano já só tinha dois favoritos verdadeiramente de peso, os acontecimentos de hoje acabaram com a luta que se antevia entre Ullrich – o único anterior vencedor da prova inscrito na edição deste ano – e Basso – vencedor do Giro de Itália deste ano e segundo classificado na Volta a França 2005 –, antes mesmo desta começar e pelos piores motivos. O Tour vê-se assim órfão de alguns dos seus nomes mais sonantes precisamente no dia anterior ao prólogo mas a decisão imediata de excluir estes ciclistas demonstra a vontade de erradicar o doping do ciclismo e de restaurar a credibilidade neste desporto.
Apesar deste escândalo, está aí a mítica Volta a França, com as suas vinte etapas e as suas tradicionais "escaladas" nos Pirinéus e nos Alpes. Entre 1 e 23 de Julho, os amantes do ciclismo, que se espera não se afastarem da prova na sequência dos últimos acontecimentos, vão estar de olhos postos em França. E, mesmo para os portugueses não tão interessados no ciclismo, a prova deste ano tem um atractivo especial: José Azevedo parte como um dos chefes-de-fila da Discovery Channel, em conjunto com Popovych, Hincapie, Savoldelli e Rubiera. Com o número 1 no dorsal e uma equipa que pode vir a trabalhar para o ciclista português caso ele se apresente em boa forma, talvez esta seja a oportunidade perfeita para revermos um português no pódio à chegada aos Champs Elysées!
» Luca Toni e Zambrotta colocam Squadra Azurra nas meias
Três a zero. A Itália derrotou a Ucrânia e tornou-se na segunda semi-finalista do Mundial'2006, juntando-se à anfitriã Alemanha, a próxima selecção com quem a turma de Lippi medirá forças. No AOL Arena, em Hamburgo, a Squadra Azurra teve uma noite relativamente tranquila e construiu facilmente (e com estrelinha) um triunfo com contornos de goleada graças a um golo madrugador de Zambrotta e a um bis no segundo tempo do ponta-de-lança Luca Toni.
Os transalpinos entraram praticamente a ganhar. Logo aos 6 minutos, Zambrotta desceu pelo seu corredor, flectiu para dentro e rematou de muito longe, levando a bola a entrar junto ao poste e contando com o contributo de Shovkovskyi para inaugurar o marcador. De resto, o primeiro tempo foi pouco interessante e foram notórias as dificuldades da Ucrânia em chegar perto da baliza de Buffon. Milevskiy foi companheiro de ataque de Shevchenko, mas durante os primeiros 45 minutos a formação de Leste não conseguiu mais do que um tímido remate de Tymoschuk.
Na segunda parte, a turma de Oleg Blokhin regressou dos balneários com outra disposição e esteve muito perto de restabelecer a igualdade aos 58 minutos, quando Buffon e Zambrotta impediram que os remates de Gusiev e Kalinichenko resultassem em golo. No entanto, a resposta da Itália foi cruel e Luca Toni, na sequência de um cruzamento de Totti, colocou praticamente um ponto final no encontro. A Ucrânia voltou a fazer tremer o último reduto italiano, com Husin a atirar a bola à barra, mas, a 20 minutos do fim, viu caírem por terra todas as esperanças de recuperação com o terceiro golo dos de Lippi. No flanco esquerdo, Zambrotta construiu todo o lance e ainda teve pernas para assistir na perfeição Luca Toni, que apenas teve de empurrar a bola para a baliza deserta, bisando no encontro.
A Itália avança para as meias-finais, onde vai encontrar a Alemanha (em Dortmund, na próxima Terça-feira), enquanto os ucranianos regressam a casa depois de uma honrosa estreia em fases finais do Campeonato do Mundo, visto terem atingido, surpreendentemente, os quartos-de-final do torneio.
» Lehmann brilhou ao defender duas grandes penalidades
Foto ASSOCIATED PRESS
A Alemanha afastou a Argentina e garantiu a passagem às meias-finais. A selecção de Klinsmann esteve a perder, mas um golo de Klose a dez minutos do fim levou o golo para o prolongamento. Nas grandes penalidades, Jens Lehmann foi decisivo ao defender as grandes penalidades de Ayala e Cambiasso.
A Alemanha de Jürgen Klinsmann voltou a não surpreender e actuou com o mesmo onze de sempre. Do lado argentino, Pekerman devolveu a titularidade a Lucho González, já totalmente recuperado, e lançou Tévez no lugar de Saviola. Como se esperava, o jogo foi demasiado táctico e a primeira parte não teve grande emoção. A Argentina controlou melhor os primeiros 45 minutos, mas a jogada de maior perigo pertenceu aos alemães. Ballack, de cabeça, ameaçou Abbondazieri mas a bola saiu ao lado. Para a segunda parte estava guardada mais emoção. Logo no reinício, a selecção das Pampas inaugurou o marcador. Riquelme marcou um canto da direita e Ayala cabeceou para o golo.
Em vantagem, a selecção argentina recuou e deu a iniciativa à selecção anfitriã. No entanto, a defensiva alemã corria muitos riscos e teve dois erros que se poderiam tornar fatais. O principal lance de perigo surgiu aos 73 minutos, quando Maxi Rodriguez atirou forte às malhas laterais. A Alemanha tinha mais posse de bola, mas não conseguia chegar com perigo à baliza de Leo Franco (substituiu Abbondazieri por lesão). Klinsmann arriscava, mas não parecia surtir efeito. Alargou a frente de ataque com a entrada de Odonkor para o lugar de Schneider mas, pouco depois, retirou Schweinsteiger e fez entrar Borowski. A dez minutos do fim, a Alemanha conseguiu chegar finalmente ao empate. Ballack cruzou da esquerda, Borowski "penteou" para trás e Klose surgiu a fazer o golo de cabeça. Miroslav Klose marcou o seu quinto golo neste Mundial, 10 no total dos Mundiais. Até ao final do tempo regulamentar, Lucho González pôs à prova Lehmann e obrigou-o a uma excelente defesa, contudo o lance era irregular face ao posicionamento de Tévez junto do guardião alemão.
O prolongamento foi jogado a um ritmo muito lento, onde as duas equipas pareciam esperar pelas grandes penalidades. O medo de não sofrer era maior que a tentativa de ganhar e, por isso, não foi com surpresa que o jogo chegou às grandes penalidades. Aqui, a Alemanha cumpriu a tradição e venceu o jogo. Ayala e Cambiasso permitiram a defesa de Lehmann e Neuville, Ballack, Podolski e Borowski não facilitaram, de nada valendo os golos de Júlio Cruz e Maxi Rodriguez. O jogo acabou com os ânimos exaltados com vários conflitos entre os jogadores argentinos e Bierhoff, com princial destaque para o "vôo" de Maxi Rodriguez por cima dos seus colegas para atingir o ex-avançado da selecção germânica.
A Alemanha é a primeira semifinalista e vai defrontar o vencedor do jogo entre a Itália e a Ucrânia.
» MUNDIAL'2006 Quartos-de-Final
ALEMANHA *1-1 (*4-2 g.p) Argentina (Klose, 80'; Ayala, 49')
» Portugal. A selecção das quinas está na Alemanha a dar seguimento a uma das melhores fases de sempre do futebol nacional e até ao momento só tem motivos para sorrir. Conta por vitórias os jogos disputados e atingiu o primeiro objectivo estabelecido - quartos-de-final - depois do triunfo na "Batalha de Nuremberga". Para já, tem toda a legitimidade em sonhar com as meias-finais e talvez em superar o feito alcançado pelos Magriços em 1966. Ricardo, Miguel, Carvalho, Maniche e Figo vêm cotando-se como as figuras em maior destaque no conjunto de Luiz Felipe Scolari, que só pôde competir mais de 45 minutos com o melhor onze frente ao Irão. Saliência ainda para o facto do mágicoDeco, o elemento-chave de Portugal, apenas ter feito 157 dos 360 minutos jogados pela turma nacional e poder, hipoteticamente, atingir as semis com praticamente um terço do tempo de jogo de alguns dos seus colegas.
» Inglaterra. Os de Sven-Göran Eriksson ainda não conveceram ninguém nesta fase final do Alemanha'2006. Já apurados, empataram frente à Suécia, porém os restantes encontros exprimem-se em vitórias tangenciais ante duas formações sul-americanas (Paraguai e Equador, graças a dois livres de Beckham) e num triunfo suado frente à modesta selecção de Trinidad e Tobago. Gerrard e Lampard estão, porventura, a acusar a temporada desgastante que tiveram ao serviço dos respectivos clubes e é pelo miolo que a máquina de Eriksson começa a emperrar. Na frente os problemas são mais que muitos, mas os ingleses são sempre uma equipa a ter em conta e nunca se sabe o momento em que uma bola parada de David Beckham vai ajudar a desequilibrar os pratos da balança. Esperemos que ScolariatireEriksson para fora de uma grande competição pela terceira vez consecutiva...
» Alemanha. Joga em casa e isso por si só dá-lhe algum favoritismo a marcar presença na final do Olímpico de Berlim. Contudo, ainda não teve um verdadeiro teste durante o certame e é crível que o embate com a Argentina seja o tira-teimas sobre a real valia da turma de Jürgen Klinsmann. Afastando a selecção das Pampas, tudo pode acontecer à Mannschaft. O quarteto defensivo é o elo mais fraco (salva-se o dinâmico Philip Lahm) de uma equipa onde Torsten Frings até agora foi mais preponderante que o próprio Michael Ballack, uma equipa muito rematadora e que reparte 70% dos seus golos pela dupla de "polacos" Klose e Podolski.
» Argentina. A actuação frente ao México nos oitavos-de-final só desiludiu quem ainda andava de alguma forma iludido com a meia-dúzia aplicada à irreconhecível Sérvia e Montenegro. A Argentina de Pekerman não joga tão pouco como o que mostrou frente à Tri, nem joga tanto como a «chapa 6» aos sérvios parece indicar. Nesta altura do campeonato, a Alviceleste está num patamar bem aceitável (equidistante aos dois exemplos acima referidos) e é uma das grandes candidatas à vitória final, tendo para isso que superar a anfitriã na próxima ronda. Riquelme é o patrão do futebol ofensivo da equipa, mas Maxi Rodríguez, dono da faixa direita e autor do melhor golo da competição até ao momento, tem sido o argentino mais constante neste Mundial. Ah! E, se Maradona está sempre presente na bancada, Leo Messi começa normalmente os encontros no banco de suplentes.
» Itália. De mansinho, e com o mesmo cinismo de sempre, a Itália de Marcello Lippi já está nos quartos-de-final e só muito dificilmente não conseguirá atingir as meias-finais do torneio - sem defrontar nenhuma selecção de primeira linha. Vindo de lesão, Totti tem demorado a agarrar as rédeas do futebol dos transalpinos e a equipa tem-se ressentido disso, já que no ataque Toni e Gilardino têm tido poucas munições para disparar. Mesmo em velocidade de cruzeiro, Pirlo tem sido dos melhores da Itália, ao passo que Cannavaro se mostrou o mais regular de todos.
» Ucrânia. Os pupilos de Oleg Blokhin foram atropelados na ronda inaugural, levantaram-se, não deslumbraram nos jogos seguintes, mas o que é certo é que, em ano de estreia, conseguiram para já uma presença histórica nos quartos-de-final. São os grandes outsiders do lote de equipas ainda em prova e precisam de melhorar bastante se quiserem bater o pé à Squadra Azzurra. Com Shevchenko muito longe da forma a que nos habituou, Gusiev, Kalinichenko e o preponderante Tymoschuk têm sido os atletas da Ucrânia em melhor forma por terras germânicas.
» Brasil. Com quatro jogos disputados até ao momento, ainda não se viu no Alemanha'2006 uma prestação verdadeiramente convincente do onze-base de Parreira. Kaká é o verdadeiro dínamo do Escrete, que continua a apresentar algumas lacunas na zona central da defesa - mal aproveitadas pelos adversários que defrontou. Ronaldinho, o melhor do Mundo, ainda só se viu em primores técnicos recuperados pelos realizadores, enquanto Ronaldo continua a mostrar alguns pormenores de 'Fenómeno' e já bateu o record do alemão Gerd Müller. De resto, uma palavra para o experiente Zé Roberto, a base dos dois quadrados de Carlos Alberto Parreira.
» França. Velhos são os trapos! A cada jogo, Thuram, Makelele e Zidane justificam o porquê de Domenech ter visto com bons olhos o regresso destes três à selecção gaulesa, depois da terem abandonado após o Euro'2004. Se a estes juntarmos Henry, Vieira e Gallas, pode-se ficar com uma noção da valia da espinha dorsal dos Les Bleus, que contam ainda com Sagnol e Ribéry em grande forma. Podem não formar aquela equipa do período entre 1997 e 2001, mas ainda estão aí para as curvas...
» Zidane e companhia antecipam "reforma" da armada espanhola
Acabou o sonho dos auto-proclamados futuros campeões do Mundo. Depois de terem afastado a Espanha nos quartos-de-final do Euro'2000, a França voltou a eliminar os espanhóis numa fase final de uma grande competição, desta feita nos oitavos-de-final do Mundial'2006. Os franceses estiveram a perder (penálti convertido por Villa), mas deram a volta ao resultado e venceram por três bolas a uma, com golos de Ribéry, Vieira e Zidane. Agora, nos quartos-de-final da prova, o adversário é o campeão em título Brasil, numa reedição da final do France'98.
A formação gaulesa entrou melhor no encontro, com Zinedine Zidane em foco no apoio a Titi Henry. Todavia, tirando um lance de golo desperdiçado por Patrick Vieira, a França raramente conseguiu chegar com perigo à baliza de Iker Casillas e foi a Espanha quem se inaugurou o marcador, estavam decorridos 28 minutos de jogo. Na sequência de um pontapé de canto, Pablo Ibañez foi derrubado por Thuram dentro da grande área e o árbitro Roberto Rosetti não teve outro remédio senão apontar para a marca dos 11 metros. Na conversão do castigo, David Villa não deu hipóteses a Barthez e colocou os de Aragonés na frente. No entanto, durou pouco a vantagem espanhola. Ainda antes do intervalo, Franck Ribéry passou por Casillas e restabeleceu a igualdade, apesar dos esforços de Puyol e Pernía.
Na segunda metade o espectáculo piorou nos primeiros 15/20 minutos. Mesmo assim, num dos melhores lances de todo o encontro, Zidane tirou da cartola um passe a isolar Malouda e este só não marcou o segundo porque Casillas defendeu em grande estilo, só com uma mão. Neste período a Espanha incomodou pouco o último reduto francês e só reagiu depois de uma iniciativa do substituto Joaquín Sánchez, que passou pelo lateral Abidal e rematou às malhas laterais da baliza de Barthez. Na jogada seguinte, aos 83 minutos, a França consumou a reviravolta, numa altura em que o espectro do prolongamento já pairava sobre Hannover. Na sequência de um livre de Zidane, Xabi Alonso não conseguiu afastar a bola e esta sobrou para o segundo poste, onde Patrick Vieira, sem marcação, cabeceou para o fundo das redes. A Espanha tentou responder à desvantagem, novamente por intermédio de Joaquín, mas viria a sofrer rude golpe já em período de compensações. E a machadada final nas aspirações espanholas veio logo do tal que hoje acabava a carreira de futebolista profissional: Zinedine Zidane. Isolado por Wiltord, 'Zizou' teve tempo para tirar Puyol do caminho e bater o antigo companheiro Casillas, arrumando em definitivo com a questão a favor dos comandados de Raymond Domenech.
O Brasil está nos quartos-de-final. A equipa canarinha derrotou o Gana (3-0), num jogo em que a eficácia dos brasileiros foi um trunfo letal para as aspirações da única sobrevivente africana. Ronaldo entrou na história dos melhores marcadores em mundiais com um golo madrugador aos cinco minutos.
Carlos Alberto Parreira optou por voltar ao onze que iniciou o Mundial, deitando por terra as muitas expectativas relativamente a eventuais mudanças. Do lado ganês, o sérvio Dujkovic, sem poder contar com Essien, jogou com Addo e Draman ao pé de Appiah e Muntari. A equipa ganesa apoiou a sua táctica defensiva na aposta do fora-de-jogo, mas essa táctica viria a tornar-se fatal. O primeiro golo surgiu no quinto minuto de jogo. Ronaldinho isolou Ronaldo, que aproveitou o mau posicionamento de Pantsil para seguir para a baliza, fintar Kingston e marcar o seu 15º golos em Mundiais. Curiosamente, o primeiro golo de Ronaldo tinha sido também contra uma selecção africana, nomeadamente Marrocos no segundo jogo do Mundial 98.
O Gana optava por um futebol apoiado, de bola no pé, que lhe permitisse chegar às imediações da baliza de Dida com algum perigo, mas o Brasil apresentava-se muito perigoso no contra-ataque. Pouco depois do golo de Ronaldo, numa jogada tirada a papel-químico, Adriano não conseguiu marcar e acabou por simular grande penalidade. O Gana acreditava que era possível e, aos poucos, começou a criar cada vez mais perigo. A melhor situação de perigo para os Black Stars surgiu aos 42 minutos. Muntari cobrou um canto da esquerda e Mensah apareceu sozinho a cabecear para defesa por instinto de Dida com o pé direito. Na resposta, o Brasil, já em tempo de descontos, aumentou a vantagem. Numa jogada rápida de ataque, Cafú cruzou e Adriano encostou à boca da baliza. A posição de Adriano foi motivo de muitos protestos ganeses, já que dá a sensação que o avançado do Inter se encontra adiantado no momento do passe.
Os protestos ganeses continuaram durante o intervalo e Ratomir Dujkovic, bem como o seu adjunto, foram expulsos por Lubos Michel. Na segunda parte, a toada manteve-se, mas o Gana teve mais dificuldades em criar situações de grande perigo. A equipa africana rematou muito, mas os remates levavam pouco perigo para Dida. Apenas Asamoah, por duas vezes, obrigou Dida a defesa atenta. Do lado brasileiro, Roberto Carlos apareceu bem pela esquerda, mas rematou a figura de Kingston, enquanto Pantsil quase fazia auto-golo, não fosse a atenção do guarda-redes ganês. Nos últimos minutos de jogo, o Brasil criou mais oportunidades de perigo do que até então. Ricardinho, acabado de entrar, assistiu Zé Roberto para o terceiro golo, em que mais uma vez a defesa ganesa mostrou demasiada imaturidade para jogar no fora-de-jogo, enquanto Ronaldo, Cafú e Juan também podiam ter marcado, mas Kingston foi um adversário à altura.
O Mundial 2006 já não tem equipas africanas, contando agora com duas sul-americanas e sete europeias, sendo que uma delas se vai despedir hoje: - Espanha ou França. A que ganhar defronta o Brasil no próximo Sábado.
» MUNDIAL'2006 Oitavos-de-Final
BRASIL 3-0 Gana (Ronaldo, 5', Adriano, 45+1' e Zé Roberto, 84')
MUNDIAL'2006 Ucrânia supera Suíça na lotaria dos penalties
» Helvéticos regressam a casa sem terem sofrido qualquer golo
A Ucrânia levou a melhor sobre a Suíça no desempate por pontapés da marca de grande penalidade (3-0, depois de 120 minutos sem golos) e assegurou uma vaga nos quartos-de-final do Mundial'2006, onde agora vai medir forças com a Itália. Na lotaria dos penalties, Streller, Barnetta e Cabanas foram incapazes de desfeitear Shovkovskyi e a turma de Köbi Kuhn regressa a casa sem ter sofrido qualquer golo nos quatro jogos que disputou na Alemanha. No mínimo insólito...
Na primeira parte, o equilíbrio foi a nota dominante. Aos 13 minutos, Raphael Wicky foi o protagonista do primeiro lance de maior perigo, ao obrigar Shovkovskyi a uma excelente intervenção a desviar a bola para canto. Os ucranianos reagiram e, sete minutos volvidos, estiveram perto do tento inaugural. Kalinichenko cobrou o livre da esquerda e Shevchenko cabeceou à trave da baliza de Zuberbühler, antecipando-se ao seu marcador Johann Djorou. Na resposta, Alexander Frei não quis ficar atrás no duelo de goleadores e, na cobrança de um livre directo, acertou em cheio no poste direito da baliza à guarda de Shovkovskyi.
No segundo tempo, o jogo continuou previsível mas com ainda menos oportunidades de golo que durante os primeiros 45 minutos. Os ucranianos foram a melhor equipa sobre o relvado e o melhor lance da etapa complementar pertenceu a Shevchenko, que rematou rente ao poste depois de ter dominado a bola com a ajuda do braço. Deste segundo tempo, destaque ainda para uma entrada duríssima de Tranquillo Barnetta sobre Vashchuk, que poderia muito bem ter custado a expulsão ao médio suíço, caso Benito Archundia cumprisse à risca o que diz a lei.
O prolongamento não trouxe nada de novo à partida do Rhein Energie Stadion de Colónia, pelo que o apuramento para a próxima fase teve de ser decidido nas grandes penalidade. Com o técnico Oleg Blokhin já recolhido aos balneários, a formação de Leste até começou mal, com 'Sheva' a permitir a defesa de Zuberbühler, mas acabou por sair vencedora, depois dos helvéticos não terem conseguido concretizar nenhuma das possibilidades. Artem Milevskiy e Serhiy Rebrov colocaram os ucranianos a vencer por dois golos e coube ao lateral Oleg Gusiev a marcação do penálti decisivo. Gusiev não falhou e colocou a estreante Ucrânia nos quartos, onde irá defrontar a Squadra Azzurra.
A Itália apurou-se para os quartos-de-final do Mundial da Alemanha. Uma grande penalidade muito duvidosa convertida por Francesco Totti no último minuto dos descontos deu a vitória à Azurra, num jogo em que a selecção de Lippi jogou grande parte da segunda parte reduzida a dez por expulsão de Marco Materazzi.
A Austrália, sem Kewell, apareceu bastante descontraída em campo, sem ter medo de ter a bola no pé e circulando a toda a largura do terreno, inclusivamente no meio-campo ofensivo. A Itália, sem Nesta e com Del Piero no lugar de Totti, jogava à sua imagem, jogando no erro adversário e criando algumas jogadas de perigo durante a primeira parte. Luca Toni deu o primeiro aviso de cabeça, após assistência de Del Piero. Os Socceroos tinham mais tempo de posse de bola, mas as jogadas perigosas pertenciam aos italianos. Mark Schwarzer estava atento e negou o golo a Gilardino e Toni num espaço de dois minutos. Apesar da superioridade na posse de bola, a Austrália só por uma vez conseguiu criar perigo na baliza italiana. Perto da meia hora, Chipperfield obrigou Buffon a uma defesa difícil a dois tempos.
Na segunda parte, logo aos cinco minutos, Medina Cantalejo, árbitro espanhol, entrou em plano de destaque. Assinalou falta contra a Itália à entrada da área e expulsou Materazzi. A partir daqui, o jogo teve praticamente um só sentido, sendo que a Itália defendia bem e lançava contra-ataques perigosos para os australianos. Chipperfield e Cahill tiveram boas oportunidades mas não conseguiram concretizar, enquanto Iaquinta, do lado italiano, teve a quatro minutos do fim uma oportunidade perigosa, mas permitiu a defesa. Quando se esperava o prolongamento, Medina Cantalejo voltou a entrar em jogo para assinalar uma grande penalidade muito discutível. Grosso, pela esquerda, evitou Chipperfield e, já dentro da área, cai num lance com Lucas Neill. Chamado a converter, Francesco Totti acabou com o jogo, não dando hipóteses a Schwarzer.
Os italianos tiveram a sorte do jogo, enquanto a Austrália de Guus Hiddink deixou uma excelente imagem, que poderá ser mais frequente nos próximos anos face à remodelação do processo de qualificação. A Itália vingou-se da eliminação de 2002 frente à Coreia do Sul de... Guus Hiddink e espera agora o vencedor do jogo entre a Suíça e a Ucrânia.
Acabou há minutos um dos jogos mais memoráveis da história do futebol português. Portugal derrotou a Holanda por uma bola a zero e garantiu um lugar nos quartos-de-final do Mundial'2006. Maniche marcou o único golo de um encontro nem sempre bem jogado mas com emoção para dar e vender. Próxima paragem: Inglaterra.
Scolari voltou a apresentar o mesmo onze que derrotou o Irão na fase de grupos, fazendo regressar à titularidade Valente, Costinha, Deco, Cristiano Ronaldo e Pauleta. Do outro lado, Van Basten optou por deixar Ruud Van Nistelrooy no banco, jogando com Dirk Kuyt apoiado por Van Persie e Arjen Robben.
A Laranja começou mais atrevida e criou perigo logo no segundo minuto, com um remate perigoso de Van Bommel. Portugal equilibrou as operações, mas sofreu um duro revés aos 7 minutos, quando BoulahrouzatropelouCristiano Ronaldo e viu apenas o cartão amarelo do bolso de Valentin Ivanov. O extremo português saiu bastante maltratado desse lance e mais tarde teve que ser substituído por Simão Sabrosa. Aos 23 minutos, a selecção portuguesa inaugurou o marcador. Ronaldo e Deco construíram a jogada, Pauleta amorteceu para a entrada da área e Maniche fez o resto. Recebeu, passou por Ooijer e não deu quaisquer hipóteses a Van der Saar, repetindo o feito de Junho de 2004. O seleccionado de Van Basten tomou conta do jogo até ao descanso, tendo em Robin Van Persie a sua unidade mais activa, e Portugal só conseguiu reagir à beirinha do intervalo. Num minuto esteve perto de tocar o céu - Van der Saar negou o 2-0 a Pauleta - e no seguinte desceu ao inferno - com Costinha, que já havia sido poupado por Ivanov momentos antes, a ver o segundo amarelo depois de cortar um lance normal com a mão.
Na etapa complementar, em vantagem numérica, a Holanda entrou a todo o vapor, com Portugal remetido à sua defensiva (e com Petit em vez de Pauleta). Em poucos minutos, Cocu acertou na trave da baliza de Ricardo e o guarda-redes português foi obrigado a uma defesa de elevado grau de dificuldade para impedir o golo de Van Bommel. Todavia, o poder de fogo dos holandeses ficou-se por essas duas amostras. Dominaram territorialmente, mas foram incapazes de voltar a criar verdadeiro perigo para a baliza de Ricardo, que só seria chamado a intervir em cima do minuto 90, quando saiu bem aos pés de Kuyt. Assim, mesmo contra todas as adversidades, duas das melhores oportunidades do segundo tempo acabaram por pertencer a jogadores portugueses - Simão (de livre) e Tiago. Pelo meio, nota negativa para a falta de fair-play do conjunto liderado por Marco Van Basten e para o festival de cartões do russo Valentin Ivanov - apesar de terem sido quase todos bem mostrados. Boulahrouz foi expulso depois de travar Figo; Deco viu dois amarelos num curto espaço de tempo; e Gio Van Bronckhorst também foi expulso por acumulação já em período de compensações.
Portugal esteve quase 52 minutos encostado às cordas, mas sobreviveu à batalha do Frankenstadion. Agora, sem Deco e Costinha e com muitos jogadores amarelados, o adversário é a Inglaterra de Sven-Göran Eriksson. Para já, Scolari cumpriu a promessa de colocar a turma nacional nas oito melhores do Mundo...
O piloto espanhol da Renault, Fernando Alonso, venceu o Grande Prémio do Canadá e continua imparável na caminhada para a revalidação do título. Alonso partiu da pole position e controlou toda a corrida. Com esta vitória, Fernando Alonso dilata a vantagem para 25 pontos para o segundo classificado - Michael Schumacher, numa altura que faltam apenas nove corridas. O alemão Michael Schumacher terminou em segundo e o finlandês Raikkonen fechou o pódio.
Tiago Monteiro teve uma tarde difícil a juntar à rotura muscular no pescoço e esteve envolvido em dois acidentes. O piloto da Midland terminou a corrida no 14º lugar, último lugar em pista. O piloto português embateu no seu colega holandês, Christijan Albers, logo na primeira volta e comprometeu o resto da corrida. Foi obrigado a parar nas boxes, sendo que o Safety Car estava em pista, devido ao acidente de Rosberg. O português entrou com a pista livre e estabeleceu, momentaneamente, a melhor volta do Grande Prémio com 1'28''672. No entanto, na volta seguinte, a melhor volta baixou para o segundo 17.
A Inglaterra superou a surpresa Equador por 1-0 no jogo dos oitavos-de-final. David Beckham resolveu a partida através da cobrança exemplar de um livre directo aos 60 minutos.
A Inglaterra surgiu neste encontro com duas alterações. Eriksson apostou no médio Hargreves na lateral-direita e Carrick no meio-campo. A Inglaterra entrava apenas com um avançado, Wayne Rooney, e povoava o meio-campo com cinco jogadores, de forma a combater o futebol apoiado dos equatorianos. A equipa sul-americana entrou em campo sem surpresas. O onze base que já tinha sido utilizado nos dois primeiros jogos voltou a ser aposta, bem como o típico futebol de bola no pé e transição ofensiva sem risco.
A Inglaterra assumiu o controle do jogo, mas a única jogada de perigo da primeira parte perteceu aos equatorianos. Terry falhou o corte, Carlitos Tenorio surgiu isolado na cara de Robinson e rematou com o pé direito à barra da baliza, sendo que a bola sofreu ainda um desvio em Ashley Cole que apareceu rapidamente na compensação.
Na segunda parte, o rumo dos acontecimentos manteve-se e, apenas aos 60 minutos, a Inglaterra conseguiu marcar o único golo da partida. Num livre descaído para a esquerda, à medida de Beckham, o médio do Real Madrid rematou exemplarmente por cima da barreira e fez a bola entrar junto ao poste da baliza de Mora. O Equador, timidamente, tentou responder, mas apenas Luis Valência conseguiu criar algum perigo para Robinson.
A Inglaterra teve sempre o jogo controlado e espera agora o adversário para os quartos-de-final que sairá do jogo entre Portugal e Holanda. A selecção do Equador despede-se do Mundial da Alemanha, onde foi uma das maiores revelações. Uma equipa consistente que praticou bom futebol e com bons valores individuais.
» Máxi Rodríguez desbloqueou a situação no prolongamento
A Argentina necessitou de ir a prolongamento para eliminar o México nos oitavos-de-final do Mundial'2006. A Alviceleste venceu a turma de La Volpe por duas bolas a uma, com um golaço de Máxi Rodríguez, e vai agora defrontar a anfitriã Alemanha nos quartos-de-final do torneio. Os mexicanos, adversários de Portugal na fase de grupos, voltaram a ficar pelo caminho nos oitavos-de-final, pela quarta vez consecutiva.
A Tri entrou praticamente a ganhar, graças a um golo de Rafael Marquéz. Pavel Pardo cobrou o livre da direita, Castro penteou a bola ao primeiro poste e Marquéz surgiu no segundo poste, solto de marcação, a inaugurar o marcador. A turma de José Pekerman respondeu na mesma moeda e restabeleceu o empate também na sequência de um lance de bola parada. Canto cobrado por Riquelme e golo de Hernán Crespo, a meias com Jared Borgetti, que estava em auxílio da sua defensiva. O encontro continuou interessante e, até ao intervalo, só não houve mais golos porque, numa primeira instância, Marquéz se opôs a Crespo e, minutos depois, Pato Abbondazieri desviou para canto um remate com selo de golo de Borgetti. Nos descontos da primeira metade, nota negativa para Massimo Busacca. O árbitro suíço foi amigo dos argentinos e perdoou a expulsão a Gabriel Heinze, que cometeu uma falta duríssima sobre Fonseca quando este se isolava perante Abbondazieri.
Na etapa complementar, a qualidade do jogo baixou exponencialmente. Aos 56 minutos, Borgetti quase marcou para os de La Volpe, mas permitiu o corte de Sorín quando se preparava para visar a baliza contrária. A Alviceleste, pouco depois, também esteve perto de desfazer a igualdade: Riquelme isolou Saviola e este, de bico, proporcionou a defesa da noite a Oswaldo Sánchez. Depois deste lance, foi preciso esperar até ao minuto 86 para que o perigo voltasse a rondar uma das balizas. Gonzalo Pineda fez o que quis de Scaloni, mas Fonseca não conseguiu cabecear nas melhores condições, pelo que o jogo foi para prolongamento.
Para o tempo-extra, estava guardado aquele que é, talvez, até ao momento, o melhor golo do Alemanha'2006. Sorín cruzou largo da esquerda e o resto foi obra e graça de Máxi Rodríguez. Na esquina da área, o médio do Atl.Madrid dominou no peito e rematou de primeira, de pé esquerdo, para o fundo das redes de Sánchez, marcando um golo fabuloso e colocando a Argentina nos quartos-de-final. Fantástico.
O Sporting derrotou esta tarde o Benfica (5-4) no segundo jogo da final do play-off do Nacional da 1ª Divisão de Futsal e conquistou a primeira dobradinha do seu historial, depois de já ter vencido o velho rival na final da Final Four da Taça de Portugal. Em Loures, no Pavilhão Paz e Amizade, assistiu-se a um dos mais fantásticos jogos da história do futsal português, com três golos nos derradeiros 27 segundos da partida - o último dos quais, o do título, apontado por Gonçalo Alves, a 1 segundo e 4 centésimos do final do encontro.
O Benfica começou na frente do marcador, tal como há uma semana. Ricardinho isolou André Lima e o capitão dos encarnados inaugurou a contenda à saída de João Benedito. O Sporting, como é seu timbre, reagiu de seguida e restabeleceu o empate. Nené recuperou a bola ainda no ataque, depois de pressionar Ricardinho, e ofereceu o golo a Paulinho, que rematou por entre as pernas de Zé Carlos.
Na segunda parte, o ritmo de jogo baixou bastante e chegou a temer-se que o resultado não sofresse qualquer alteração. No entanto, os últimos 7 minutos de jogo foram incríveis e valeram por todo um campeonato. Déo fez o 2-1, na sequência de uma excelente jogada individual de Evandro, mas Domênico empatou na resposta, com uma execução perfeita paralelamente à linha de fundo. Os leões voltaram à carga e, no espaço de um minuto, arrumaram praticamente a questão quanto ao vencedor. Paulinho fez o terceiro, golo que coroou o melhor marcador do Nacional da 1ª Divisão (53 golos), enquanto Evandro, uma das pedras-chave do novo campeão, colocou o placard em 4-2, com uma cavalgada impressionante que só parou com a bola no fundo das redes de Ricardinho, então a actuar como guarda-redes avançado.
Pensava-se que a vitória não escaparia aos comandados de Paulo Fernandes, mas o Benfica ressuscitou no decorrer do último minuto. Domênico reduziu após assistência do "guarda-redes" Ricardinho e Sidnei empatou o jogo ao segundo poste. Com 13 segundos para jogar, era quase inevitável que o jogo não fosse para prolongamento, porém Gonçalo Alves fez questão de resolver a final a 1 segundo do fim, com um desvio de cabeça que deitou por terra a reviravolta encetada pelos pupilos de Adil Amarante.
A equipa leonina fechou com chave de ouro uma temporada em que ganhou as duas principais provas do panorama nacional - Campeonato e Taça -, tendo sofrido apenas uma derrota ao longo da temporada (no segundo jogo das meias-finais, ante o SL Olivais). Contudo, é previsível que no próximo ano Paulo Fernandes tenha que começar tudo praticamente do zero, sem elementos fundamentais como João Benedito, Andrézinho, Déo ou Gonçalo, entre outros.
» NACIONAL DA 1ª DIVISÃO DE FUTSAL Final - 2º Jogo
O Sporting revalidou o título nacional de Juniores ao bater o Boavista por 2-0 (golos de David Caiado e Diogo Tavares), na Academia Sporting, em Alcochete, na 6ª e última jornada da Fase Final do Campeonato Nacional de Juniores.
À partida pare este jogo, o Sporting beneficiava de uma vantagem de três pontos para o Boavista e o empate chegava. Apesar de tudo, a equipa de Juniores do Sporting, comandada por Luís Martins despediu-se com uma vitória. Ao intervalo, a equipa vencia já por 1-0. Paulo Bento, que iniciou a época 2005/2006 no comando da equipa júnior, sagra-se assim também bicampeão nacional. A equipa do Sporting confirmou o favoritismo que lhe era concedido à partida para esta época, num conjunto recheado de grandes valores. Além de André Marques, Tomané e David Caiado, que se estrearam na Liga Portuguesa, destaques também para o lateral-direito André Nogueira, o central Daniel Carriço, os médios Pedro Celestino e Zezinando e ainda o avançado Diogo Tavares, melhor marcador da equipa.
O Sporting cumpriu assim o pleno nas camadas jovens. As equipas de Iniciados e Juvenis sagraram-se campeãs nacionais na semana passada, enquanto as equipas B's dos mesmo escalões haviam vencido a 1º Divisão de Honra da Associação de Futebol de Lisboa. Destaque ainda para a equipa C de Iniciados que venceu também a 1ª Divisão Distrital em que se encontrava. A Academia de Alcochete, apesar dos muitos problemas sociais apontados derivado do isolamento dos jovens atletas, começa, cada vez mais, a dar frutos. Recorde-se que, nos últimos dois anos, os escalões jovens do Sporting conquistaram cinco títulos nacionais num total de seis.
A Alemanha venceu a primeira partida dos oitavos-de-final ao derrotar sem dificuldades a Suécia por 2-0. A Mannschaft entrou decidida no jogo e partiu para uma meia hora inicial de luxo, em que obrigou os suecos a recuarem para o seu terço defensivo. Podolski marcou os golos da vitória alemã que coloca a anfitriã nos quatros-de-final, esperando agora o desfecho do jogo entre a Argentina e o México.
A Alemanha assumiu-se definitivamente como uma forte candidata ao título. No jogo contra a Suécia, Klinsmann apresentou o onze habitual, ao passo que na Suécia, Lägerback surgiu com Ibrahimovic na frente, Jonsson na direita no ataque e Källström no meio-campo. A Alemanha entrou bastante bem em campo e chegou à vantagem bastante cedo. Logo, aos quatro minutos, numa jogada típica, Podolski colocou a Alemanha em vantagem. Circulação de bola pelo quarteto defensivo, Torsten Frings a receber e a solicitar na referência ofensiva - Miroslav Klose. Ballack e Podolski apareceram como apoios recuados, sendo que Podolski acabaria por inaugurar o marcador, aproveitando o ressalto de bola entre Klose e Isaksson. A multidão de Munique estava em delírio, mas o segundo golo chegaria pouco depois em mais uma grande combinação entre Klose e Podolski. Miroslav Klose fez uma movimentação lateral com bola, arrastando dois adversários consigo e abrindo o espaço necessário para que Podolski, que se desmarcou nas suas costas, surgisse na cara de Isaksson a fazer o segundo golo aos 12 minutos.
Com a vantagem no marcador por dois golos, Ballack recuou ligeiramente no terreno para perto de Frings e a Alemanha ficava mais forte na posse de bola. A Alemanha continuava fixada na baliza de Isaksson e os remates iam-se sucedendo. Klose e Frings estiveram próximos do golo, mas Isaksson, o único jogador sueco a realizar uma boa exibição, evitou com duas grandes defesas. As coisas pioraram para a equipa escandinava quando Lucic foi expulso por acumulação de amarelos aos 35 minutos. A Suécia tentava responder e Ibrahimovic, num bom trabalho dentro da área, obrigou Lehmann a uma defesa a dois tempos para canto.
Na segunda parte, a Alemanha limitou-se a gerir a vantagem, tentando controlar ao máximo as movimentações dos jogadores mais perigosos da Suécia. No entanto, num dos lances em que Ibrahimovic conseguiu ter espaço, os suecos estiveram perto de reduzir. Ibrahimovic conduziu a bola pelo flanco esquerdo e assistiu Larsson que sofreu falta de Metzelder dentro da área. Carlos Simon assinalou grande penalidade, mas Larsson, chamado a converter, rematou forte e por cima da barra da baliza de Lehmann. A jogar com 10, a Suécia não se podia dar ao luxo de falhar oportunidades destas e a verdade é que a grande penalidade acabou por ser a única grande oportunidade da equipa escandinava. Ljungberg e Wilhelmsson, entrado já na segunda parte, foram sempre bem anulados por Friedrich e Lahm e passaram ao lado do jogo.
Do outro lado, a Alemanha estava longe de praticar o futebol dos primeiros minutos, mas os remates sucediam-se. Isaksson tornou-se definitivamente o melhor jogador sueco ao travar um grande duelo com Ballack. O jogador alemão procurou o golo com remates de meia-distância, mas Isaksson estava insuperável.
A Alemanha qualificou-se para os quartos-de-final e espera agora o vencedor do jogo entre Argentina e México, esperando-se ou a reedição da final de 90 ou dos oitavos-de-final de 98, num jogo arbitrado por Vítor Pereira. A Suécia, 11 jogos depois, voltou a perder no tempo regulamentar de um jogo de uma fase final.
Suíça e França são os dois apurados que faltavam à chave dos oitavos-de-final. A Suíça venceu a selecção sul-coreana por 2-0, com golos de Senderos e Frei, enquanto a França teve de suar para levar de vencida a já eliminada selecção togolesa (2-0).
A selecção de Raymond Domenech evitou a eliminação na primeira fase. A equipa francesa apareceu com David Trezeguet no onze inicial e mostrou desde cedo que queria resolver a qualificação o mais cedo possível. Trezeguet e Ribéry, nos primeiros vinte minutos, beneficiaram de excelentes oportunidades, mas a falta de eficácia lançava o desespero nos adeptos. Kossi Agassa estava inspirado e tudo parecia correr mal à campeã do Mu